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janeiro 28, 2012 Deixe um comentário
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Situação da humanidade diante do Reino de Deus

setembro 8, 2011 Deixe um comentário

10/07/11, por Fernando Leão

Para ouvir esta ministração clique aqui.

Recordando: Reino de Deus = Governo de Deus

a) Sobre a criação (natureza): “Todas as coisas foram criadas por Ele e sem Ele nada do que foi feito se fez” João 1.3. Pássaros, árvores, répteis, peixes, grandes felinos, mamíferos, flores, planetas, galáxias, terra, moléculas, são todos governados de maneira natural. Sendo o que são, fazendo o que fazem, estão obedecendo ao governo de Deus. Essa parte da criação não tem a capacidade de fazer de forma diferente, não têm escolhas.

b) Sobre o homem: O homem e a mulher foram criados à imagem e semelhança de Deus: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” Gênesis 1.26

O que isso quer dizer? Uma grande diferença em relação a todo o restante da criação! Ao ser criado à imagem e semelhança de Deus o homem recebeu espírito, vontade, emoções, inteligência e personalidade, características que as outras criaturas não possuem. Tudo isso quer dizer que o homem pode fazer escolhas.

Você acha que uma baleia pode escolher andar? Ou um passarinho pode decidir viver debaixo d’água? O homem (que não foi criado para o mar nem para o espaço) pode, no entanto, viver vários meses sob as águas (dentro de submarinos nucleares) ou no espaço (dentro da estação orbital).

Então, o governo de Deus sobre o homem não é automático, depende da escolha e concordância do homem; é, portanto, um governo permitido, um governo com consentimento!

Como isso ocorre? Não é difícil entender: Deus comunica a sua vontade ao homem através da sua palavra e do Espírito Santo. O homem, então, torna-se responsável por obedecer ou não à vontade de Deus. Se obedece, o Reino de Deus (governo de Deus), está presente em sua vida. Se escolhe não obedecer, não há Reino de Deus (governo de Deus) em sua vida. A obediência ou a desobediência do homem são atitudes conscientes, atitudes onde a inteligência que lhe foi dada participa ativamente, atitudes em que ele exercita a sua capacidade de fazer escolhas.

Como era no princípio?

Deus criou o homem e a mulher e comunicou a eles a sua vontade com bastante clareza. Por exemplo:

a) “E Deus os abençoou e lhes disse: ‘Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a” Gênesis 1.28. É uma ordem clara?

b) O homem também devia lavrar a terra e cuidar dela: “Tomou pois o Senhor ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e guardar” Gênesis 2.15. Alguma dúvida?

c)  Especificou qual deveria ser sua alimentação: “E disse Deus ainda: eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento” Gênesis1.29. É difícil entender isso?

d) Autorizou-o a ter vida sexual com sua esposa: “… sede fecundos, multiplicai-vos…” Gênesis 1.28; “Por isso deixa o homem o seu pai e a sua mãe e se une a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne” Gênesis 2.24

e) Estabeleceu limites para seu comportamento: “E o Senhor lhe deu esta ordem: De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás” Gênesis 2.16,17. Alguma dificuldade de interpretação? O que o homem podia comer? O que ele não deveria, jamais, comer? O que aconteceria com sua vida se ele comesse?

Enquanto o home e a mulher aceitaram (escolheram) o governo de Deus sobre suas vidas tudo estava em harmonia, tudo era bom e saudável:

  • O homem conseguiu mesmo: paz, alegria interior permanente;
  • O homem com seu próximo (esposa): harmonia, cumplicidade, amizade fraterna, amor;
  • O homem com a natureza: zelo, cuidado;
  • O homem com Deus: comunhão, proximidade, intimidade, bênção, vida;

O que aconteceu?

A maioria de vocês já sabe: ao invés de crer e confiar em Deus e no Seu governo, Adão e Eva deram ouvidos à serpente (o próprio satanás disfarçado de serpente). Mas eles tinham recebido ordens de Deus de dominar sobre esse tipo de animal: “… domine ele sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, sobre os animais domésticos, e sobre toda a terra, e sobre todo réptil que se arrasta sobre a terra” Gênesis 1.26. Ao invés de exercerem a autoridade que receberam de Deus e mandar aquele animal se calar e ir embora, ouviram seu discurso, sua proposta indecente, a qual pode ser compreendida da seguinte maneira:

“Deixem de ser tolos! Esqueçam essa história de obedecer a Deus, Ele está escondendo de vocês algo muito bom, que eu conheço e vocês não. Vejam, na verdade vocês não precisam de Deus, podem ter uma vida muito melhor se comerem daquele fruto: vocês vão ser iguais a Deus! Já pensaram? Iguais a Ele, vocês vão conhecer o bem e o mal, o que acham? E então, por que estão se demorando? Vão lá e comam o fruto!”

E eles comeram! Rebelaram-se contra uma ordem clara de Deus… e eles pecaram!

Essencialmente o pecado é isso: rebelião contra Deus! Fazer a minha vontade, fazer o que “me dá na cabeça”, o que quero, o que parece melhor para mim, deixando de lado a autoridade de Deus, a vontade de Deus, o governo de Deus, o Reino de Deus. Nesse ponto é importante meditar nas seguintes perguntas:

1. Quando escolheu fazer a sua própria vontade e não a de Deus, a vida do homem melhorou ou piorou?

2. O que aconteceu com Adão e Eva após terem pecado foi um castigo de Deus, ou não?

Definitivamente, não foi um castigo de Deus! Deus havia dito “… certamente morrerás” e não “… certamente te matarei”. São duas afirmações bem diferentes. Não! O que ocorreu com eles foi a conseqüência de sua própria escolha. A partir dessa escolha o pecado entrou neles, destruindo o que Deus tinha criado, deformando o homem e a mulher de tal maneira que eles perderam a imagem de Deus, não compartilhavam mais da mesma natureza! Ao escolherem dar ouvidos à serpente (satanás) e seguir o caminho sugerido por ela o homem e sua mulher se tornaram escravos do pecado, escravos de satanás…morreram!

“Portanto, assim como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porque todos pecaram” Romanos 5.12

“Não há um justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.” Romanos 3.10-12

Da mesma maneira que Adão e Eva, todos os homens e mulheres estão em pecado diante de Deus:

a) Pela herança do pecado Romanos 5.12;

b) Por suas próprias atitudes de rebelião e desobediência à vontade de Deus: cada um vive como quer, cada um faz a sua própria vontade.

Isso trouxe alguma consequência? Claro que sim! Lembram da harmonia que havia na obediência de Adão e sua esposa a Deus? Não existe mais!

  • O homem consigo mesmo: temores, ansiedades, depressões, enfermidades;
  • O homem com seu semelhante: orgulho, inveja, disputas, ódios, rancores, gritarias, guerras, crimes, mentiras, inimizades, divórcios;
  • O homem com a natureza: poluição, aquecimento global, extinção de espécies, inundações
  • O homem com Deus: distância, falta de comunhão, desconhecimento de Deus, maldição, morte

O domínio e a presença do pecado estão operando tudo isso. Cada uma dessas coisas é um sintoma de morte, a morte que Deus avisou que aconteceria. Observemos o que o Espírito Santo nos fala por meio da carta de Paulo aos Efésios:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso (caminho) desse mundo, segundo o príncipe da potestade do ar, do espírito que agora atua nos filhos da desobediência… fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” Efésios 2.1-3

Um espírito muito poderoso controla o homem natural, sugerindo, incentivando e favorecendo um estilo de vida de desobediência e confrontamento em relação a Deus. A alguns, esse espírito oprime de tal forma que os leva às tentativas de fuga por meio do álcool, das drogas, do suicídio. A outros conduz a todo tipo de idolatria, seja ao dinheiro, a si mesmo, à fama, à força, ao sexo, a outros homens, a demônios.

Esse é um gravíssimo problema de natureza espiritual. E o homem não tem em si mesmo nenhum recurso para remediar essa situação!

“Pois todos pecaram e estão destituídos (afastados) da glória (presença) de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção (liberdade obtida pelo pagamento de um preço) que há em Jesus Cristo” Romanos 3.23

O tema das escrituras: O Reino de Deus

setembro 8, 2011 Deixe um comentário

03/07/11, por William Chaves

Para ouvir esta ministração clique aqui.

 

Nos cansamos de ouvir as mesmas coisas?

Qual é o tema das escrituras? Qual o tema abordado por toda a escritura?

O Reino de Deus.

“E ali esteve no deserto quarenta dias, tentado por Satanás. E vivia entre as feras, e os anjos o serviam. E, depois que João foi entregue à prisão, veio Jesus para a Galileia, pregando o evangelho do Reino de Deus.” Marcos 1:13-14

Somos capazes de proclamar o Reino?

Deus não nos deixou outra opção de proclamação além desta. Quando há entendimento do Reino as coisas mudam e essa é a maneira de saber se estamos pregando o Reino.

O que Deus quer que o homem conheça é o Evangelho do Reino.

“E, sendo já dia, saiu, e foi para um lugar deserto; e a multidão o procurava, e chegou junto dele; e o detinham, para que não se ausentasse deles. Ele, porém, lhes disse: Também é necessário que eu anuncie a outras cidades o evangelho do reino de Deus; porque para isso fui enviado.” Lucas 4:42-43

Não foi outra pessoa que proferiu estas palavras senão o próprio Jesus. Ele foi enviado para pregar o evangelho e quando o Reino é pregado tudo muda. O coração que recebe o Reino compreende as coisas que antes não conseguia e isso chega até a assustar um pouco, pois coisas que ainda não foram ditas a ela são compreendidas e no dia em que o Reino parar de impactar a sua vida é melhor pedir ajuda.

Esse tema tem que fazer parte de nossa vida e estar em nosso coração. Se os anos se passarem e nos acostumarmos com estas palavras e não sentirmos mais nada é sinal de que estamos virando religiosos.

A solução para que as pessoas que estão ao nosso redor se convertam é a pregação do Evangelho do Reino porque ainda hoje há quem pergunte: Não tem outra coisa pra falar além deste? Não. Deus já definiu o que devemos pregar. Se o tema de Jesus durante sua vida foi O Reino de Deus, por que mudar? Esse tema dever o único durante nossa pregação, nossos dias, nossas conversas,…

“Fiz o primeiro tratado, ó Teófilo, acerca de tudo que Jesus começou, não só a fazer, mas a ensinar, Até ao dia em que foi recebido em cima, depois de ter dado mandamentos, pelo Espírito Santo, aos apóstolos que escolhera; Aos quais também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias, e falando das coisas concernentes ao reino de Deus.” Atos 1:1-3

Só existe uma palavra que transforma, a palavra do Reino.

“E, havendo-lhe eles assinalado um dia, muitos foram ter com ele à pousada, aos quais declarava com bom testemunho o reino de Deus, e procurava persuadi-los à fé em Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas, desde a manhã até à tarde.” Atos 28:23

Paulo não mudou a maneira que Jesus ensinou a pregar. Ele continuou pregando sobre o Reino de Deus durante sua vida. Ele passou dois anos preso em sua própria casa e nessa situação ele aproveitou para pregar o Reino aos guardas que o vigiavam e a consequência disso foi que toda a tropa ouviu sobre o Reino e depois de tanto repetir as mesmas coisas, o Reino foi revelado e muitas pessoas dali se converteram.

A única consequência de proclamar sempre o Reino é as pessoas se converterem. Se não vemos a mudança na vida das pessoas que pregamos é porque na verdade não estamos pregando o Reino.

Precisamos fazer como Jesus fez até o final de sua permanência na terra porque mesmo depois da ressurreição Ele proclamou sobre o Reino e se nosso coração não estiver cheio destas coisas, o nosso corpo não estará.

“Quando Deus reina, alegram-se as nações.”

Existe um Reino e por consequência um rei que reina em amor e justiça e não um imperador que invade o coração do homem. Esse rei é Jesus. E o que Ele fez por nós descendo do seu trono, se fazendo homem e morrendo na cruz, nos transportando do império das trevas para a sua luz se chama conversão.

Nós sabemos o que é o Reino de Deus e o Seu governo?

Independente do que nós acreditamos e do que aconteça na terra, Ele Reina sobre tudo e sobre todos. Ele é o Rei do Universo! Foi Ele que estabeleceu Seu governo e assim deve ser feito.

A submissão de Jesus.

Ao chegar para ser batizado, Jesus não passou na frente dos que aguardavam, mesmo Ele sendo autoridade na terra e após o seu batismo o céu se abre e o Senhor diz: Este é meu filho em quem me satisfaço. Porque Deus disse isto e o que Jesus havia feito até então? Ele foi totalmente submisso às vontades de Deus e entendeu que Ele é dono de todas as coisas.

Devemos entender que só há um governo sobre nossas vidas, o governo de Deus.

A rebelião é coisa de Satanás e ele quer desvirtuar esta palavra “governo” porque o governo e a submissão às autoridades dadas por Deus é sadio para nós. Seremos sãos e limpos porque Deus vai mandar em nossas vidas e trazer a Sua ordem.

Governo natural sobra a criação.

“Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente.” Hebreus 11:3

Querem atribuir os acontecimentos naturais à “mãe natureza”, mas tudo está debaixo de Seu governo e está no controle de tudo. Ele não cochila e está atento a todas as coisas inclusive em nossos corações e quer tirar toda a rebelião.

Ele sustenta todas as coisas sob sua palavra. Essa é a autoridade de Deus sobre a natureza. A bíblia diz que Deus mediu os céus a palmo e tem na palma de Sua mão todos os oceanos.

Esse é o governo natural de Deus sobre a natureza, e sobre os homens?

Para prender Satanás, Deus mandará apenas um anjo para prendê-lo por mil anos. A autoridade de Deus será representada por um anjo com autoridade concedida por Ele.

Existe uma classe de pessoas que são chamados de “admiradores do Reino”. Estas pessoas acreditam que existe um Reino, acham espetacular essa história de que Existe um reino onde quem governa é Deus, mas nada disso tem validade se realmente o governo de Deus não for praticado em nossas vidas. O Reino é algo tão prático que chega a ser difícil de criar teorias. Então temos que vigiar para não nos transformarmos em admiradores do Reino.

A aplicação do Reino é diária, em todas as circunstâncias em que somos submetidos a ordens de autoridades em nossa vida, nas horas onde temos que ceder o nosso “direito”, na hora que erramos e devemos pedir perdão. Cantar louvores onde falam do Reino não validado se não temos atitudes práticas.

Para os homens, Deus não impõe este governo e nós, como criaturas feitas por Ele, devemos a honra consciente, sabendo que Ele é digno de ser honrado. Não fomos criados para estarmos soltos no universo, fomos criados para participar de um Reino e obedecer a uma autoridade.

Quando Jesus veio ao mundo, já sabia que iria morrer, Ele não foi pego de surpresa em sua morte e ainda assim ele veio para nos mostrar que ele estava debaixo de uma autoridade e que iria obedecê-la a qualquer custo, inclusive a sua vida.

Deus espera que tomemos a decisão de se posicionar debaixo de sua autoridade. Ele aguarda ansiosamente o dia em que façamos a escolha do Seu governos por que ele quer que nós nos tornemos limpos do pecado que habita na nossa carne e que nos transportar para sua luz.

Vem!

setembro 6, 2011 2 comentários

por Vinícios Torres (ICHTUS)

“respondendo-lhe Pedro, disse: se és tu, senhor, manda-me ir ter contigo, por sobre as águas. E ele disse: vem! E Pedro, descendo do barco, andou por sobre as águas e foi ter com Jesus.” (Mateus 14:28-29 ARA)

Neste final de semana tive o privilégio de ouvir um famoso evangelista que tem feito diferença no continente africano com as suas campanhas de evangelismo, e ele usou este texto em sua preleção.

Continuei meditando no texto e, de repente, algo me despertou a atenção: você já percebeu que Pedro pede a Jesus para que este lhe dê uma ordem? Pedro não pediu permissão, não perguntou se podia ou se era possível.
Eles estavam em dúvida se era Jesus mesmo e Pedro, para confirmar, pede que Jesus lhe dê uma ordem: “manda-me”.

A resposta de Jesus foi uma simples ordem: “Vem”, e Pedro saiu do barco para andar sobre a água.

Sabe por que Pedro fez assim, pedindo que Jesus ordenasse?

Porque Pedro:

  • tinha visto a lepra ser curada ao Jesus ordenar “fica limpo” (Mateus 8:3);
  • viu uma multidão de demônios sairem de um homem quando Jesus ordenou “Pois ide” (Mateus 8:32);
  • viu a paralisia desaparecer de um homem quando Jesus mandou-lhe “levanta-te, toma o teu leito, e vai” (Mateus 9:6);
  • viu cinco mil pessoas serem alimentadas quando ele ordenou “dai-lhes vós mesmos de comer” (Mateus 13:21);
  • viu a tempestade e o mar agitado lhe obedecerem quando ele mandou “Acalma-te, emudece!” (Marcos 4:39);
  • viu uma figueira secar no mesmo dia após Jesus condená-la “Nunca mais nasça fruto de ti” (Mateus 21:19).

Pedro já havia percebido que a palavra de Jesus, como filho de Deus, tinha autoridade de fazer acontecer. Sendo assim, se o vulto que eles pensavam tratar-se de um fantasma que afirmava ser Jesus, fosse realmente ele, a sua ordem teria de ser obedecida. Pedro saiu do barco para confirmar e entrou para a história.

Pedro compreendeu: se Jesus der a ordem não há a menor chance de dar errado! Sua palavra é autoridade para criar, curar, libertar, acalmar, limpar, condenar e salvar! Se ele manda, se faz!

Essa revelação me levou a examinar minha vida e me perguntar quantas das minhas iniciativas foram originadas da obediência a uma ordem de Jesus e quantas foram apenas esforços da minha pobre coragem humana.

Que tal se, antes da nossa próxima decisão, esperarmos pela ordem do Mestre?


Entrevista com Evangevaldo Farias

setembro 5, 2011 Deixe um comentário

Durante o Congresso de Jovens 2011, tivemos a oportunidade de realizar uma pequena entrevista com o nosso irmão Evangevaldo, onde ele compartilha uma pequena parte de sua história com Deus.

 

A Carne: Inimiga de Deus nos relacionamentos

setembro 5, 2011 Deixe um comentário

Por Daniel Beda.

Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz. Ef 4:1-3

A humildade e mansidão, com longanimidade é a forma mais prática de preservarmos a unidade do Espírito nos nossos relacionamentos. Ao contrário disto, a CARNE é a maior inimiga de Deus nos relacionamentos, pois ela pode quebrar a Unidade do Espírito que existe entre os irmãos.

Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus. Rm 8:8

CARNE (no sentido da palavra de Deus) significa: a natureza humana deixada à vontade e dominada pelos seus desejos e impulsos. Uma pessoa CARNAL: É aquela que pertence à natureza humana deixada à vontade dos seus pensamentos e desejos em contraste com os pensamentos e desejos espirituais, que vem de Deus.

“A vida carnal impede os discípulos de amadurecerem, de receberem mais revelação, de se relacionarem e de vencerem o mundo”.

O ser humano quando não está sujeito a Deus, tem inclinação para o pecado. A CARNE é, alma e corpo não sujeitos ao espírito. Deus quer nos santificar.

E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. 1 Ts 5.23

O salvo pode ser carnal ou espiritual: Se for carnal ele corre sério risco de perder a salvação.

Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Rm 8:13

 

1. Quais são as obras da CARNE:

Obras: fala de uma construção – edificação. Qual é a obra que nós estamos edificando?  Tanto no Espírito como na carne esta obra está sendo edificada. O fundamento pode ser correto, mas precisamos tomar cuidado com os materiais que estamos usando para edificar sobre o fundamento:

Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo. Contudo, se o que alguém edifica sobre o fundamento é ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará. 1 Co 3:11-13

O apóstolo Paulo diz pelo Espírito, que as obras da carne são conhecidas de todos nós, porque faz parte da natureza humana. São obras extremamente destruidoras que parecem estar organizadas atingindo o discípulo individual e coletivamente.

Ora, as obras da carne são conhecidas e são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, discórdias, dissensões, facções, invejas, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas, a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam. Gl 5:19-21

Elas estão organizadas neste texto da seguinte forma:

DE NATUREZA MORAL: prostituição, impureza, lascívia.

DE NATUREZA ESPIRITUAL: idolatria (soberba, orgulho, independência), feitiçarias.

DE NATUREZA SOCIAL: inimizades, porfias (discussão, briga), ciúmes, iras, discórdias, dissensões (divergência de opiniões), facções (divisões, seitas), invejas, bebedices, glutonarias.

Não herdarão o reino de Deus: Significa que ficam privados não somente do céu ou da salvação eterna, mas também (no presente), da justiça, paz e alegria no Espírito Santo que é a base do reino de Deus nas nossas vidas.

Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo. Rm 14:17.

 

2. A realidade da vida de um discípulo até a vinda de Jesus:

Esta realidade é de guerra da carne contra o Espírito. Por isso ela exige total clareza, prudência e disposição por parte do discípulo para combater e vencer.

Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer. Gl 5:17

Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum, pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo. Rm 7:18

 

3. A verdade que sobrepõe a realidade deste mundo.

A verdade sempre prevalecerá sobre uma realidade. A verdade é Cristo e a Sua palavra, por isso precisamos estar convictos de que Deus nos deu todos os recursos que precisamos para termos completa vitória na luta contra a carne.

O grande segredo está em andarmos no Espírito:

O texto abaixo, nos revela que andando no Espírito o discípulo JAMAIS fará os desejos da carne. Esta declaração é a verdade.

Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne. Gl 5:16

Deus não nos pediu nada que seja impossível de realizar. É pelo ESPÍRITO que nós podemos mortificar os feitos da carne e levarmos uma vida vitoriosa.

Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Rm 8:13

Círculo dos 99

setembro 2, 2011 Deixe um comentário

 

Era uma vez um Rei muito triste; que tinha um pajem, que como todo pajem de um Rei triste, era muito feliz. Todas as manhãs, o pajem chegava com o desjejum do seu Amo, sempre rindo e cantarolando alegres canções. O sorriso sempre desenhado em seu rosto, e a atitude para com a vida sempre serena e alegre. Um dia o Rei mandou chamá-lo:

– Pajem – disse o Rei – qual é o seu segredo?

– Qual segredo, Alteza?

– Qual o segredo da tua alegria?

– Não existe nenhum segredo, Majestade.

– Não minta, pajem…bem sabes que já mandei cortar muitas cabeças por ofensas menores do que a sua mentira!

– Mas não estou mentindo! Não guardo nenhum segredo.

– E por que estás sempre alegre e feliz?

– Majestade, eu não tenho razões para estar triste: muito me honra servir à Vossa Alteza, tenho minha esposa e meus filhos, e vivemos na casa que a Corte nos concedeu; somos vestidos e alimentados, e sempre recebo algumas moedas de prata para satisfazer alguns gostos… como não estar feliz?

– Se você não me disser agora mesmo qual é o seu segredo, mandarei decapitá-lo – disse o Rei. Ninguém pode ser feliz por essas razões que você me deu!

– Mas Majestade, não há nenhum segredo… Nada me satisfaria mais do que sanar a Vossa curiosidade, mas realmente não há nada que eu esteja escondendo.

– Vá embora daqui antes que eu chame os guardas.

O pajem sorriu, fez a habitual reverência e deixou o Rei em seus pensamentos. O Rei estava como louco. Não podia entender como o pajem poderia ser feliz vivendo em uma casa que não lhe pertencia, usando roupas de terceira mão e se alimentando dos restos dos cortesãos. Quando se acalmou mandou chamar o mais sábio de seus conselheiros, e lhe contou a conversa que tivera com o pajem pela manhã.

– Sábio, por que ele é feliz?

– Ah, Majestade! O que acontece é que ele está fora do Círculo…

– Fora do Círculo?

– Sim.

– E é isso o que faz dele uma pessoa feliz?

– Não, Majestade. Isso é o que não o faz infeliz…

– Vejamos se entendo: estar no Círculo sempre nos faz infelizes?

– Exato.

– E como ele saiu desse tal Círculo?

– Ele nunca entrou.

– Nunca entrou? Mas que Círculo é esse?

– É o Círculo dos 99…

– Realmente não entendo nada do que você me diz.

– A única maneira para que Vossa Alteza entenda seria mostrando pelos fatos.

– Como?

– Fazendo com que ele entre no Círculo.

– Isso! Então o obrigarei a entrar!

– Não, Alteza, ninguém pode ser obrigado a entrar…

– Então teremos que enganá-lo?

– Não será necessário… se lhe dermos a oportunidade, ele entrará por si mesmo.

– Por si mesmo? Mas ele não notará que isso acarretará sua infelicidade?

– Sim, mas mesmo assim entrará… Não poderá evitar!

– Me diz que ele saberá que isso será o passo para a infelicidade e que mesmo assim entrará?

– Sim. O senhor está disposto a perder um excelente pajem para compreender a estrutura do Círculo? -Sim.

– Então nesta noite passarei a buscar-lhe. Deves ter preparada uma bolsa de couro com 99 moedas de ouro. Mas devem ser exatas 99, nem uma a mais, nem uma a menos.

– O que mais? Devo levar escolta para proteger-nos?

– Nada mais do que a bolsa de couro, Majestade…

– Então vá. Nos vemos à noite.

Assim foi… Nessa noite o sábio buscou o Rei e juntos foram até o pátio do Palácio. Se esconderam próximo à casa do pajem, e lá aguardaram o primeiro sinal. Quando dentro da casa se acendeu a primeira vela, o sábio pegou a bolsa de couro e junto a ela atou um papel que dizia as seguintes palavras: “Este tesouro é teu. É o prêmio por ser um bom homem. Aproveite e não conte a ninguém como encontrou esta bolsa”. Logo deixou a bolsa com o bilhete na porta da pajem. Golpeou uma vez e correu para esconder-se. Quando o pajem abriu a porta, o sábio e o Rei espiavam por entre as árvores para verem o que aconteceria. O pajem viu o embrulho à sua porta, olhou para os lados, leu o papel, agitou a bolsa e, ao escutar o som metálico, estremeceu dos pés à cabeça, apertou a bolsa contra o peito e rapidamente entrou em sua casa. O Rei e o sábio se aproximaram então da janela para presenciar a cena. O pajem havia despejado todo o conteúdo da bolsa sobre a mesa, deixando somente a vela para iluminar. Havia se sentado e seus olhos não podiam crer no que estavam vendo…Era uma montanha de moedas de ouro! Ele, que nunca havia tocado em uma dessas, de repente tinha um monte delas…Ele as tocava e amontoava, acariciava e fazia brilhar à luz da vela. Juntava e esparramava, fazendo pilhas… E assim, brincando, começou a fazer pilhas de 10 moedas. Uma, duas, três, 4, 5…. e enquanto isso somava 10, 20, 30, 40, 50… até que formou a última pilha… 99 moedas? Seu olhar percorreu a mesa primeiro, buscando uma moeda a mais, logo o chão e finalmente a bolsa. “Não pode ser” . pensou. Pôs a última pilha ao lado das outras 9 e notou que realmente esta era mais baixa.

– Me roubaram! Me roubaram . gritou. Uma vez mais procurou por todos os cantos, mas não encontrou o que achava estar faltando…Sobre a mesa, como que zombando dele, uma montanha resplandecia e lhe fazia lembrar que haviam SOMENTE 99 moedas.”99 moedas… é muito dinheiro” . pensou.

– “Mas falta uma… Noventa e nove não é um número completo. 100 é, mas 99 não…”

O Rei e o sábio espiavam pela janela e viam que a cara do pajem já não era mais a mesma: ele estava com as sobrancelhas franzidas, a testa enrugada, os olhos pequenos e o olhar perdido… sua boca era uma enorme fenda, por onde apareciam os dentes que rangiam. O pajem guardou as moedas na bolsa, jogou o papel na lareira e olhando para todos os lados e constatar que ninguém havia presenciado a cena, escondeu a bolsa por entre a lenha. Pegou papel e pena e sentou-se a calcular. Quanto tempo teria que economizar para poder obter a moeda de número 100? O tempo todo o pajem falava em voz alta, sozinho…Estava disposto a trabalhar duro até conseguir. Depois, quem sabe, não precisaria mais trabalhar… com 100 moedas de ouro ninguém precisa trabalhar. Finalizou os cálculos. Se trabalhasse e economizasse seu salário e mais algum extra que recebesse, em 11 ou 12 anos conseguiria o necessário para comprar a última moeda.” Mas 12 anos é tempo demais… Se eu pedisse à minha esposa que
procurasse um emprego no vilarejo, e se eu mesmo trabalhasse à noite, em 7 anos conseguiríamos” – concluiu depois de refazer os cálculos.

“Mesmo sendo muito tempo, é isso o que teremos que fazer…”

O Rei e o sábio voltaram ao Palácio. Finalmente o pajem havia entrado para o Círculo dos 99!!! Durante os meses seguintes, o pajem seguiu seus planos conforme havia decidido naquela noite. Numa manhã, entrou nos aposentos reais com passos fortes, batendo nas portas, rangendo dentes e bufando com todo o mau humor típico dos últimos tempos…

– O que lhe acontece, pajem? – perguntou o Rei de bom grado.

– Nada, não acontece nada…

– Antigamente, não faz muito, você ria e cantava o tempo todo…

– Faço ou não o meu trabalho? O que Vossa Alteza esperava? Que além de pajem sou obrigado a estar sempre bem por que assim o deseja?

Não se passou muito e o Rei despediu o seu pajem, afinal, não era nada agradável para um Rei triste ter um pajem mau humorado o tempo todo…

Você, Eu e todos ao redor fomos educados nessa psicologia: sempre falta algo para estarmos completos, e somente completos podemos gozar do que temos. Portanto, nos ensinaram que a Felicidade deve esperar até estar completa com aquilo que falta. E como sempre falta algo, a idéia volta ao início e nunca se pode desfrutar plenamente da vida.

Mas, o que aconteceria se a Iluminação chegasse às nossas vidas e nos déssemos conta, assim, de repente, que nossas 99 moedas são os nossos 100%? Que nada nos faz falta? Que ninguém tomou aquilo que é nosso? Que não se é mais feliz por ter 100 e não 99 moedas? Que tudo é uma armadilha posta à nossa frente para que estejamos sempre cansados, mau humorados, desanimados, infelizes? Uma armadilha que nos faz empurrar cada vez mais e ainda assim tudo continue igual… eternamente iguais e insatisfeitos….

Quantas coisas mudariam se pudéssemos desfrutar de nosso tesouro tal como é! Se este é o seu problema, a solução para sua vida está em saber valorizar o que você tem ao seu redor, e não lamentar-se por aquilo que não tem ou que poderia ter…

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